O Monstro do Espaguete Voador: Uma nova religião? (Análise e Refutação)

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O Divino Monstro do Espaguete Voador

Afinal, o que é o monstro do espaguete voador? Nada mais é do que uma religião de origem satírica criada pelo físico norte-americano Bobby Henderson. Sua fundação é entendida como uma forma de protesto por entender como "absurdo" o ensino do Criacionismo e do Design Inteligente nas escolas do Kansas. Henderson diz acreditar em um Criador sobrenatural chamado Monstro de Espaguete Voador, composto por espaguete e almôndegas, e pede que o pastafarianismo seja igualmente ensinado nas aulas de ciências correlatas.

A finalidade de Henderson, ao criar esta pseudo-religião, seria mostrar que todos os argumentos do conselho de educação do Kansas para a inclusão do Criacionismo ou do Design Inteligente nas escolas também servem para a inclusão do ensino do Pastafarianismo(que é apenas um jogo de palavras com as expressões PASTA, que significa macarrão em inglês e RASTAFARI, cuja expressão refere-se ao movimento religioso jamaicano). Em segundo, seria mostrar que todos os argumentos do conselho de educação para a não inclusão do pastafarianismo nas escolas também servem para a não inclusão do ensino do Criacionismo ou Design Inteligente, buscando assim mostrar que ambos, o Design Inteligente e o pastafarianismo, não devem ser apresentados em aulas de ciências.

Devido à sua popularidade e exposição midiática, o monstro do espaguete voador é frequentemente citado por neo-ateus, ateus ou agnósticos como uma versão moderna do Bule de chá de Russell(Já abordamos este assunto aqui no Blog). Por incrível que pareça, alguns neo-ateus consideram a ideia do monstro do espaguete voador como sendo um real argumento contrário à crença em Deus, e acabam por utilizar isso como uma técnica de intimidação e ridicularização, o que é, no mínimo, perturbador. Ainda sim, eles poderiam afirmar: Por que não o monstro do espaguete voador? Prove-me que ele não existe! Pois bem, analisemos esta técnica risível, diga-se de passagem, e jantemos o monstro do espaguete voador neo-ateísta: Esta "técnica do Monstro do Espaguete Voador" consiste em fazer uma versão parodiada(e fraquíssima) da existência de Deus para tentar refutar alguns argumentos a favor da existência de Deus, como o Argumento Cosmológico Kalam, O Ajuste fino do universo, O Argumento Moral, et cetera. Segundo eles, a possibilidade de que “Deus” [Que de acordo com sua descrição clássica, com sua tradição e o próprio conceito da palavra é definido como um ser imaterial, atemporal, transcendente, único, pessoal e notavelmente poderoso] seja o responsável pela Criação é a mesma de um… Monstro do Espaguete Voador. Em termos técnicos, é uma reedição do argumento do Bule de Russel e também do Dragão na Garagem e, como tal, não pode ser levado a sério. Mas de qualquer forma, faremos a análise.

Antes, precisamos analisar o que é o Monstro do Espaguete Voador. O Espaguete Voador é mencionado pelo menos três vezes no livro de Richard Dawkins “Deus, um Delírio”(o que já era de se esperar), mas não é uma ideia original sua. No livro de Dawkins, há uma nota de rodapé que traz, resumidamente, a história do Monstro:

"Deus de uma religião fictícia criada em 2005 nos Estados Unidos, para satirizar a proposta de inclusão do design inteligente no currículo das escolas públicas do estado de Kansas. Seus “adeptos” são chamados de pastafarianos (pasta [massa em inglês] + rastafariano). (N. T.) Na carta enviada por Bobby Henderson, onde ele declara que o Monstro é o criador do Universo, há uma ilustração do M. E. V.:"

Daí, pode-se concluir que o Monstro do Espaguete Voador é um ser físico, composto por duas bolas de carne, vários fios de macarrão e dois olhos parecidos com os humanos, além de possuir a habilidade de levitar. E esse ser é o responsável pela criação do Universo. Mas… isso tem alguma coerência lógica? E isso refuta a existência de Deus? Obviamente não. As características de Deus retiradas dos exercícios argumentativos de Filosofia/Teologia Natural demonstram características que formam uma descrição para a possibilidade da existência de Deus. E essa descrição estão DE ACORDO com a descrição do monoteísmo, como explica William Lane Craig:

"(…) como os vários argumentos para a existência de Deus podem nos garantir inferências sobre a natureza deste Ser. Diferentes argumentos vão nos ajudar a inferir diferentes atributos, por isto a defesa da existência de Deus é, como você disse, cumulativa. Já o Espaguete Voador é um ser físico  que existe de uma maneira física. A existência de duas bolas de carne ou fios de macarrão anteriormente à existência da própria matéria é, obviamente, uma contradição lógica. "

Continua explicando William Lane Craig:

"E o que dizer dos outros argumentos teístas? O argumento da contingência, se segue, prova a existência de um ser metafisicamente necessário, não-causado, atemporal, não-espacial, imaterial, e Criador pessoal do universo. O Monstro de Espaguete Voador também não pode ser a Razão Suficiente para todas as coisas existentes, uma vez que, como objeto físico (mesmo que invisível aos nossos sentidos) não pode ser nem metafisicamente necessário, nem atemporal, nem imaterial. O argumento cosmológico Kalam também demonstra a contradição entre as características objetivas do Monstro e as características objetivas dadas pela filosofia: O argumento cosmológico kalam, se segue, nos dá bases para acreditar na existência de um ser que não teve um começo, não-causado, atemporal, não-espacial, imutável, imaterial, poderosamente grande, e Criador Pessoal do universo. De novo, um ser com tais atributos não pode ser algo como o Monstro de Espaguete Voador, ou seja, se aceitarmos as características do Monstro como se mostram aqui, não podemos aceitar ele como o ser necessário para a existência do Universo. Ao entender isso, já podemos descartar a hipótese desse ser criado como uma sátira."

E se por acaso o neo-ateu resolver dizer que “o Monstro do Espaguete Voador” é imaterial, atemporal, etc?
Nesse caso, basta lembrá-lo de que os argumentos concluem que a causa do universo deve ser, NECESSARIAMENTE, imaterial, atemporal, pessoal e poderosa e é isso que chamamos de Deus.

Abaixo, um diálogo exemplificativo:

- TEÍSTA: - O ser criador deve ser, NECESSARIAMENTE, imaterial, atemporal, pessoal e poderoso e é isso que chamamos de Deus!

- ATEU: - Mas o monstro do espaguete voador é imaterial!

- TEÍSTA: - Como um objeto, físico por definição, pode ser imaterial? Isto é uma contradição lógica!

- ATEU: - Ah e daí? O que importa é que ele projetou a si mesmo!! O que prova que ele é ATEMPORAL!

- TEÍSTA: - Não é logicamente coerente. Também é uma contradição em termos...

- ATEU: - Por que é uma contradição?

- TEÍSTA: - Porque, se ele se auto-criou, ele deveria existir antes disso para criar a si mesmo, o que demonstra incoerência lógica!

- ATEU: - Ohh, não…. Não o Divino Monstro do Espaguete Voador!

- TEÍSTA: - Além disso, eu dei argumentos para demonstrar que essa causa teria que ser um ser PESSOAL.

- ATEU: - Oh, não, não…. Não o Espaguete Voador!! Ele também é um ser PESSOAL!

- TEÍSTA: - Ok… Veja, o que você chama de Espaguete Voador, eu chamo de Deus! Um ser PESSOAL, ATEMPORAL, IMATERIAL e PODEROSO… Não há diferença no que estamos discutindo! Se, de acordo com sua definição, ele é imaterial, atemporal, pessoal e imensamente poderoso, não seria uma violação à lei de identidade lógica chamá-lo de Espaguete Voador?

- ATEU: - Ahnn… Bem... Errrr.. [balança a cabeça decepcionado]

Fim do diálogo.

Percebam que o erro do ateu foi tirar todas as características do Monstro do Espaguete Voador. Ora, se todas as características de um espaguete voador foram embora… então ele já não é mais um espaguete voador! O termo “espaguete voador” pode ser usado, no máximo, como um nome de fantasia para a entidade que estamos discutindo!  Isto será apenas o nome idiota que ele estará usando para descrever a entidade! Sendo não-físico, transcedente ao espaço tempo e etc., as outras características que dão identidade própria ao Espaguete tornam ele uma entidade diferente de Deus. Se ele não tem bolas de carne, não tem fios de macarrão, nem levita… então ele já não é mais um Monstro, nem um Espaguete, nem Voador! Esse nome, se torna então, apenas um título usado como tentativa de zombaria!

A moral da história é: Por mais que se queria dar algum outro nome besta qualquer, como Monstro do Espaguete Voador, Mamãe Ganso ou Unicórnio Rosa Invisível, se estivermos falando de seres com as MESMAS características OBJETIVAS… então estamos falando… do mesmo ser!

Então este é o procedimento a ser tomado frente à aplicação do Monstro do Espaguete Voador:

Podemos começar pedindo as características objetivas do Monstro ao aplicador da técnica. Se ele descrever como um objeto físico, faça um questionamento socrático que o leve a demonstrar como um objetivo físico pode ser a causa de todos os outros objetos físicos. Se ele der as características do Deus da Teologia Natural e da tradição do monoteísmo, então faça outro questionamento socrático perguntando exatamente porque, então, o chamamos de “Monstro”, de “Espaguete” e de “Voador”.
Caso ele tente inverter o “ônus da prova”, o melhor é agir com desprezo ou indiferença. Cabe ressaltar que isso não é propriamente uma refutação formal, apenas uma técnica de debate para evitar que fiquemos falando em bobagens. A refutação formal seria demonstrar que o ônus da prova é de quem alega. O procedimento é o mesmo em casos como a aplicação da existência de fadas, bule celestial ou ainda com o Espaguete como um ser físico que pode estar por aí no Univero e não como o ser criador do Universo.

Conclusão e considerações finais:

Logicamente, o Monstro do Espaguete Voador é a aplicação das velhas técnicas de desonestidade intelectual, da Ampliação Indevida, da Falsa Analogia e do Reductio Ad Absurdum. Mais uma técnica poderosíssima de lavagem cerebral utilizada por Richard Dawkins e pelos neo-ateus na internet. Esse estratagema popular, possivelmente usado por muitos como “irrefutável”, só demonstra o enorme campo que separa duas áreas, ANOS-LUZ, uma da outra: O Neo-ateísmo e a lógica.


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8 comentários:

  1. bom oque os crentes não entendem é que o Espaguete voador é exatamente uma metáfora do mesmo, é uma analogia do próprio Deus Cristão, apenas trocando as imagens das catedrais pelo espaguete, tipo serve de argumento espelho(nas sustentações lógicas exceto pela aparência óbvia),
    qualquer argumento usado contra o espaguete poderia se inverter contra o cristianismo,
    ex:
    um cristão argumenta sobre a não metafísica do espaguete "Já o Espaguete Voador é um ser físico que existe de uma maneira física. A existência de duas bolas de carne ou fios de macarrão anteriormente à existência da própria matéria é, obviamente, uma contradição lógica."
    eu posso simplesmente inverter isso para todas ou qualquer alegação de Deus, já que ele possui uma imagem(senão várias), a visão de deus no céu ser Deus pois é contraditório qualquer imagem tangível, Jesus ser deus, e a visão de deu caindo.
    eu posso afirmar a mesma coisa para o espaguete voador dizer que as imagem são apenas artística e metafórica assim como imagens de paraíso feito por católicos.

    "se aceitarmos as características do Monstro como se mostram aqui, não podemos aceitar ele como o ser necessário para a existência do Universo."
    a mesma coisa Deus(é interessante que cristãos consegue produzir boas anti-tese para sua crença quando fazem isso de olhos vendados), a inexistência dele não muda o fato do Universo existir, simplesmente isso, todas suas características implica que é separado da existência e portanto não precisa existir, todas suas características implica em o Universo não precisar ser sustentado, é independente(negar isso seria negar o livre arbítrio, segundo o Deísmo deus seria necessário apenas para a criação).

    Conclusão o Teísta diz
    "o que você chama de Espaguete Voador, eu chamo de Deus! Um ser PESSOAL, ATEMPORAL, IMATERIAL e PODEROSO… Não há diferença no que estamos discutindo!"
    bom isso deveria ser uma rendição, afinal, o argumento do Espaguete voador teria como objetivo mostrar que é não falseável assim como Dragão de Garagem e Bule de Russel onde quando se prossegue a discussão vai se inserindo desculpas de um ser invisível, intangível, fora do universo, atemporal, etc... assim a conclusão mais parece que até o próprio raciocínio caiu na armadilha que o Espaguete Voador deveria demonstrar, que é a Falácia do conhecimento especial e a Falácia da Inversão do ônus da prova(além da ridicularização que não possui valor lógico),
    onde as pessoas escondem suas crenças no além para assim dizer que para ser refutado o outro deve possuir onisciência para PROVAR que ele não existe, declarando a rendição do debate, mas como citei, isso é uma falácia, nunca que uma ideia simplesmente tirada da cabeça será uma Verdade Universal Inquestionável, a não falseabilidade prova a sua inexistência e não sua existência, já que a origem dessa ideia para a pessoa que afirma convictamente essa crença, não possui nenhuma relação física, mas metafísica, e metafísica seria basicamente o misterioso além do desconhecido.

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  2. Metáfora do Deus cristão? Imagens de catedrais? No mínimo, estou confuso com o seu argumento. Desde quando uma imagem de catedral é a representação fiel de um ente imaterial? Desde quando Deus possui imagem? No mínimo, você jogou dois mil anos de filosofia no lixo. Você pode falar o que quiser sobre o monstro do espaguete voador, ainda assim, ele será um objeto físico, que, necessariamente, precisa de uma forma para existir, caso contrário, estaremos falando do mesmo ente, porém, com nomes diferentes. Com relação à existência do Universo, muito, muito confuso. O que você quis dizer, afinal? Que o Universo não tem uma causa? De duas, uma: à luz do naturalismo, ou o universo sempre existiu ou ele se auto-criou. Duas hipóteses que, quando adotadas, implicam em suicídio intelectual. Por fim, o argumento do monstro do espaguete voador tem como função demonstrar tamanha ignorância e descaso com a filosofia. Ateus acadêmicos do mundo todo sentem vergonha de quem usa tal argumento. O maior exemplo é o próprio Michael Ruse, que declarou publicamente ter vergonha da obra de Richard Dawkins. Teístas fundamentam suas crenças na lógica e na razão, e assim o é desde que a filosofia é filosofia. Não adianta você querer evidenciar um ser não físico utilizando-se da ciência, isso é um erro metodológico grotesco. Metafísica é o misterioso além do desconhecido? Lamentavelmente, fico estarrecido com tal afirmação. A metafísica significa, literalmente, além do físico. Ela trata de causas, princípios, sentido, finalidade, estética, ética, moralidade, etc. A própria ontologia é um campo da metafísica. Você reduzi-la a um “misterioso além do desconhecido” é lamentável.

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    1. "Metáfora do Deus cristão? Imagens de catedrais? No mínimo, estou confuso com o seu argumento. Desde quando uma imagem de catedral é a representação fiel de um ente imaterial? Desde quando Deus possui imagem?"
      blábláblá, ermeneutica, interpretação, distorção, marabalismo, uma coisa que você inventa você pode dizer que é um boi quadrado amaralo, para min não faz diferença, para você talvez tenha importância ludibriar os pobres fiéis,
      voltando a falar oque eu comentei, e talvez você não entendeu, a cristica do espaguete voador, é as falácias que sustenta a fé teísta.
      você tocou no ponto "Desde quando Deus possui imagem?" se as imagens que os teistas de invariáveis religiões incluindo vários cristiãos fazem denominando "deus" não é deus, então isso é uma contradição, vocês se contradizem, é o mesmo que dizer que a mesma coisa que você fala que na sua opinião é, pode não ter nada haver.

      "Você pode falar o que quiser sobre o monstro do espaguete voador, ainda assim, ele será um objeto físico"
      vocês são fácilmentes alienável, espaguete voador não existe, e dentro do contexto da sátira, não é mais doque uma critica, agora você apelar para a receita que formou o macarrão chega a ser o cúmulo do ridículo, você me faz duvidar que está sendo intelectual.

      "O que você quis dizer, afinal? Que o Universo não tem uma causa?"
      repetindo só esclareci o monte de merda de estereótipo gerado na sua redação, pareçe que você não consegue enchergar uma simples critica, e essa critica gira em torno de mostrá-los suas falácias, mas não, você não somente aceitou as falácias como rendição.
      a respeito de se eu quis dizer que o universo não tem causa ??? nada haver, minha critica não entrou específicamente nesse assunto, foi mais a ausência de lógica no seu ataque no espelho, pois acredite praticamente todo seu argumento pode ser reciclado para refutálo(com exessão que você não sabe oque é falácias e cai em muitas),

      "Teístas fundamentam suas crenças na lógica e na razão"
      errado, se você sabe o significado dessas palavras, é o mesmo que você dizer "a aceitação de um argumento mesmo sem lógia é uma lógica" kkk... crença e fé nada mais é doque o desprezo e justamente o oposto de razão e lógica.

      "Não adianta você querer evidenciar um ser não físico utilizando-se da ciência, isso é um erro metodológico grotesco." ataque ao espelho, eu li seu comentário imaginando se você estivesse falando de seu próprio teismo, kkk... mas quanta ignorãncia.

      "Metafísica é o misterioso além do desconhecido? Lamentavelmente, fico estarrecido com tal afirmação. A metafísica significa, literalmente, além do físico."
      reanalize suas palavras, oque é que existe além do mundo físico e real, senão apenas coisas que não existe,
      como pode existir uma diciplina que estude isso que não existe, somente se for um imaginário tentando tapar lacunas do desconhecido, se o metafísico são supertições e crenças sobre oque fica no "além" do mundo físico, natural e conhecido pela ciencia, então esse além não é mais doque imaginário.
      você falar coisas do tipo "Você reduzi-la a um “misterioso além do desconhecido” é lamentável." é como se tratasse isso como um mundo sentimental, metafórico, ou quântico... é tão ridiculo como a ausência de argumentos em suas palavras, que eu não vejo mais doque desculpas e negações de acusação, porêm sem stá justificada racionalmente.

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    2. Antes de iniciar eu quero deixar um pequena frase:
      Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.
      Fé é conficança e o contrário de dúvida,
      no contexto religioso significa acreditar em Deus, sem nenhum critério ou exigência(porque quer).
      "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem". (Hebreus 11:1)
      Fé também significa convicção de uma crença, é muito comun que essa convicção suba a cabeça da pessoa, e ela começe a colocála sobre a ciência, a realidade em si, e sobre tudo oque de fato existe.

      a palavra Metafísica significa: "além da física"
      A metafísica originalmente se concentrava antigamente a tentar descrever tanto as leis e os fundamentos, a causa e o principio da realidade.
      Mas os Teistas e religiosos usão-no como sinônimo de mundo espiritual, transcendente, outra dimensão ...

      A Metafísica faz criticas do tipo:
      "há um sentido último para a existência do mundo?
      A organização do mundo é necessariamente essa com que deparamos, ou seriam possíveis outros mundos?Existe um Deus? Se existe, como podemos conhecê-lo? Existe algo como um "espírito"? Há uma diferença fundamental entre mente e matéria? Os seres humanos são dotados de almas imortais? São dotados de livre-arbítrio? Tudo está em permanente mudança, ou há coisas e relações que, a despeito de todas as mudanças aparentes, permanecem sempre idênticas?"
      E a teologia das religiões carimba suas resposta pronta em tudo "deus","bíblia"...
      filosofia influencia as pessoas a pensarem, a serem livres,
      a teologia aliena as pessoas com resposta pronta, apriziona e ensina que criticar é algo negativo.
      para um religioso há Confusões, bagunça com a mistura de diciplinas como teologia, filosofia e a ciência no mesmo saco de relevância(como religiosos eles costuma sobrepor suas crenças a realidade e todas as outras coisas).

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    3. mas voltando a questão principal as principais falha da Metafísica que eu mostrei são as falácias usadas para sustentála:

      A metafísica é infalseável = Metafísica não condiz com metodo científico, se for olhar sua natureza "existe algum deus?" é uma natureza puramente religioso, sem nenhuma serventia científica, pois o metodo científico, nada mais é doque uma simples exigência, prove que isso de fato ocorre, ocorreu ou vai ocorrer na natureza lá fora, na realidade de fato, mas todas as questões metafísica usada pelos religiosos(aquelas respostinhas de que há um mundo "espiritual", e o uso de metafisica não como desconhecido pela fisica mas como sinônimo de mundo espiritual) assim como a fé religiosa se prende a sua origem imaginária, o desconhecido nada mais é doque desconhecido, se você especula algo desconhecido, até que você prove naturalmente que isso de fato existe na natureza, senão provar ele se tornará muito mais fantasioso, tavez surgirá mais versões com mais heróis e vilões, a ciência nada mais é doque o conhecimento humano mais confiável que temos hoje, os próprios religiosos pagam pau, são muitos oportunista em associar algo a sua crença e aprovar mas desaprovar o resto, não existe perfeição no mundo, mas a falta de falseabilidade, a falta de tangibilidade torna essa e qualquer afirmação(de que há um mundo fora da natureza física da realidade) não diferente de ser imaginário e não dizer nada para o fato da realidade, a religião pode contribuir para a narrativa de fição científica, mas não contribui para construir a câmera e os efeitos especiais, ela não é nada mais doque imaginário.

      Falácia do conhecimento especial = é o apelo a causa especial de um conhecimento espontâneo(mágico) vindo do nada, que o dá autoridade para justificar porque esse conhecimento é especial, são afirmações e apelo do tipo de argumento do "Dragão de Garagem e Bule de Russel" que exige onisciência de quém critica, mas quem afirma não consegue nem dizer de ondeveio esse conhecimento perfeito, único(ignorancia perante milhares) e correto(convicção), todas essas características de fé, nenhuma possui a resposta de como ele conseguiu saber disso, logo se descarta essa falácia, além de outra falácia aqui,
      a Falácia da inversão do ônus da prova = quase todo mundo que usa a falácia do conhecimento especial, usa a falácia da inversão do Ônus da prova, que é afirmar que existe esse cara invisível, intangível, no além inexistente, agora que tenho que provar que esse cara não existe(na ciência não existe "provar que não existe") pera ai, isso é uma inversão do Ônus da prova, pois o mesmo também não provou, nem sabe pra ser exato, e afirma que eu devo provar a não existência, mas quanta ignorância e falta de competência.

      Realidade = tudo o que de fato existe.
      A palavra Física, significa "Natureza"(mundo natural, todo o universo tangível) é a ciência que estuda a natureza e seus fenômenos em seus aspectos mais gerais.
      O Método científico(naturalista)

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    4. vamos deixar algo bem claro aqui,
      se a física estuda todo o universo tangível, toda a realidade natural que vemos e podemos através de sistemas de análize perceber(incluindo espectros invisíveis, gáses invisíveis, vácuo, ondas, força magnética, radiação, temperatura, energia, particulas quânticas ...) se algo não possui nenhuma propriedade tangível como átomo, foton luz, força...
      se não possui nenhuma localização espacial...
      ainda seria estudado pela ciencia com os respectivos aparelhos, como tempo, gravidade, metría, velocidade ...
      e se de fato não possuir nada para existir,
      a afirmação de que isso existe pode ser 2 coisa:

      1-hipotese = só precisater lógica(ausência de contradição), e a tese leve a essa conclusão, mas aqui quando questionado, ninguém afirma com convicção que isso é uma verdade universal inquestionavel, é apenas "hipótese".

      2-Fé = na segunda afirmação de uma ideia sem origem na realidade, na natureza, fé é simplesmente abdicar a razão, é jogar a lógica pelo espaço, é dizer "eu acredito e tenho a certeza absoluta que sim, porque eu quero", e é justamente aqui que a religião se encaixa, e é aqui que fica aquelas afirmações descabidas de "eu tenho a convicção de que essa verdade universal é superior a ciência dos reles mortais".

      Para Concluir:
      Metafísica não existe, o correto é, "oque a ciência desconhece", isso porque a metafísica depende que a ciência não alcançe esse "além"(ALÉM da física) desconhecido, e portanto permanente desconhecido, e outra quando a ciência descobre novos planetas, estes deixa de ser além, para se tornar algo no alcançe da ciência,
      a metafísica original tinha mais questionamentos que ao meu ver se assemelha a "ainda existe coisas que a ciência não descobriu? existe outro mundo? qual a origem deste? qual o propósito?" e quando isso passa pela mão religiosa, deixa de ser indagações infinitas(pois deixa de ser uma questão filosófica quando há resposta ou é respondida) e vira afirmação tendenciosa e discarada "deus está além da ciência, existe outro mundo, o propósito é deus..." e por causa disso virar afirmação também vira falácias e mais falácias além de receber a obrigação de provar e justificar isso, senão não é filosofia, só religião com afirmações de crenças e fé, pois é visivilmente algo que o religioso nem sabe, colocou apenas baseado em sua religião.
      uma pergunta existe o "fora da realidade"?existe fora da "existência"? se fora da realidade é a fantasia, e fora da existência é não existir, não é diferente de afirmar que isso não existe.
      se o mundo natural é tudo oque existe, então oque é o mundo além do natural, senão apenas imaginação.
      sempre existe algo que a ciência desconhece,
      mas quem em sua onisciência iria adivinhar que esse desconhecido é uma mitologia de 2-6mil anos atrás, sendo que a maioria dessas mitologias já foram refutadas.

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  3. O FSM é uma sátira a toda e qualquer divindade. E aos seguidores de divindades.
    Simples assim.

    Se vocês religiosos acham o FSM ridículo, absurdo, estupido ... então talvez já tenham desenvolvido arcabouço intelectual suficiente para exporem suas superstições ao espelho.

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    1. Espantalho não é um bom argumento, camarada. Tachar alguém de crenças é uma coisa, criticar crenças que violem a conduta moral de certos indivíduos é outra.

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