O Ajuste Preciso do Universo - Ele foi projetado? (Análise)

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O Ajuste Preciso do Universo - Ele foi Projetado?


De galáxias a estrelas até átomos e partículas subatômicas, a própria estrutura do nosso universo é determinada por estes números. Estas são as contantes e quantidades fundamentais do universo. Atualmente, os cientistas chegaram à chocante conclusão de que cada um desses números parecem ter sido cuidadosamente ajustados a um valor surpreendentemente preciso: um valor que se encaixa em um âmbito de valores extraordinariamente restrito para a existência da vida. Se qualquer um desses números fossem alterados por menos que a espessura de um fio de cabelo, nenhum tipo de vida física e interativa poderia existir em qualquer lugar. Não haveria estrelas, não haveria vida, não haveria planetas e não haveria até mesmo a química. Consideremos, por exemplo, a gravidade. A força da gravidade é determinada pela constante gravitacional. Se esta constante variasse em uma parte em 10^60, nenhum de nós existiria. Para entendermos como esse âmbito de valores para a existência da vida é incrivelmente restrito, imagine um relógio dividido em 10^60 partes: para se ter uma ideia de quantos pontinhos teríamos no relógio, compare ao número de células em seu corpo, ou então ao número de segundos que passou desde que o tempo teve início, na expansão do universo.


Se a constante gravitacional fosse alterada em apenas uma dessas partes infinitesimais, o universo teria se expandido e encolhido tão rapidamente que as estrelas não poderiam se formar e a vida não poderia existir, ou então teria entrado em um colapso interno, resultando nas mesmas coisas: sem estrelas, sem planetas e sem vida. Consideremos ainda a taxa de expansão do universo. Essa taxa é conduzida pela constante cosmológica. Uma mudança em seu valor em apenas uma parte em 10^120, faria com que o universo se expandisse de maneira muito rápida ou muito devagar. Em quaisquer dos casos, o universo não propiciaria a existência da vida novamente. Vejamos outro exemplo de um ajuste preciso: Se a massa e energia do universo jovem não fossem distribuídas de maneira igual a uma precisão incompreensível de uma parte em 10^10^123, o universo seria hostil à existência de qualquer tipo de vida. O fato é que o nosso universo permite a vida física e interativa somente porque esses números e muitos outros foram equilibrados de maneira independente e elegante em um fio de navalha. Nas palavras do cosmologista e astrofísico Sir Martin Rees:

"Em qualquer lugar que os físicos olhem, eles vêem exemplos de ajustes precisos".

Ainda assim, o famoso físico teórico e cosmólogo britânico Dr. Stephen Hawking, que por sua vez, se declara agnóstico, ressalta:

"O fato notável é que os valores desses números parecem ter sido muito precisamente ajustados para fazer com que o desenvolvimento da vida seja possível".

Prosseguindo, o físico israelense Dr. David Deutsch, da Universidade de Oxford, e um dos maiores proponentes da teoria do multiverso, evidencia:

"Se alguém afirma não estar surpreso com as características especiais que o universo possui, ele está escondendo sua cabeça na areia. Essas características especiais são surpreendentes e improváveis".

Qual é a melhor explicação para este fenômeno incrível? Há três opções. O ajuste preciso do universo se deve:


1- A uma necessidade física;

2- Ao acaso;

3- A um design;


Qual dessas opções, à luz da razão, é a mais plausível? De acordo com a hipótese da necessidade física, o universo DEVE permitir a vida. Dito isso, os valores precisos das constantes e quantidades aqui evidenciadas não poderiam ser de outro jeito. Esta afirmação é plausível? É impossível existir um universo que não permita a existência de vida? Longe disso! Não apenas é possível, como é muito mais provável do que um universo que permite a existência de vida. As constantes e quantidades não são determinadas pelas leis da natureza. Não há razão ou evidência que sugira que o ajuste preciso é necessário, logo, a hipótese número um está descartada.

O que temos a dizer sobre a hipótese do acaso? Será que nós realmente tivemos muita, muita, muita, muita sorte? Não. As probabilidades envolvidas nisso são tão ridiculamente remotas que colocam o ajuste preciso bem além do alcance do acaso. Assim, num esforço para se preservar esta opção, alguns têm ido além da ciência empírica e optado por uma abordagem mais especulativa conhecida como multiverso. Em uma explicação bem simplista, eles imaginam um gerador de universos que cria um vasto número de universos onde, dadas as probabilidades, universos que permitem a existência da vida, eventualmente aparecerão. Porém, não há evidência científica para a existência desse multiverso. Ele não pode ser detectado, observado, medido ou provado. Ainda assim, o próprio gerador de universo requereria uma enorme quantidade de ajuste preciso! Além disso, pequenas manchas de organização são muito mais prováveis do que grandes. Assim, o universo observável mais provável seria um universo pequeno, habitado por um único e simples observador. Porém, o que realmente observamos é a coisa que menos deveríamos esperar: um universo vasto, espetacularmente complexo, altamente organizado e habitado por bilhões de outros observadores.

Desta forma, mesmo se o multiverso existisse, o que é um ponto controverso, ele seria inútil para explicar o ajuste preciso, além de não explicar, igualmente, a origem do próprio gerador de universos, dada a impossibilidade de um número de eventos infinitos no passado. Por que o universo está precisamente ajustado para a existência da vida? Dada a implausibilidade das hipóteses da necessidade física e do acaso, a explicação mais racional para o motivo de o universo estar precisamente ajustado para a existência da vida pode perfeitamente ser porque ele foi projetado para ser desse jeito. Para finalizarmos a análise do argumento, vos deixo aqui a célebre citação do famoso astrônomo britânico e escritor Sir Fred Hoyle:

"Uma interpretação baseada no senso comum sobre os fatos, sugere que um superintelecto brincou com a física e que não há forças cegas na natureza das quais valha a pena se falar. Os números que se calculam a partir dos fatos parecem ser tão avassaladores que tornam essa conclusão praticamente fora de discussão".


Considerações finais

O argumento demonstrou ser tão forte quanto aparenta ser. As constantes e os incríveis ajustes do universo soam como fortes golpes no naturalismo, que se esfacela a cada dia que passa. Porém, podemos saber mais sobre o projetista? Como podemos analisar e confirmar se, de fato, as constantes são verdadeiras? Simplesmente, através de outros argumentos lógicos:





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10 comentários:

  1. http://tratadonaturalista.blogspot.com.br/2013/01/a-completa-irrelevancia-do-argumento.html?m=1 Acha coerente?

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    1. Andrei Santos, por favor, leia.

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    2. Eu simplesmente não tenho fé suficiente para acreditar que algo tão complexo quanto nossa capacidade de racionalizar, pensar e planejar, e tem um senso moral do que é certo e errado, só apareceu.

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  2. http://m.youtube.com/watch?v=EOtMPckcomU
    Andrei Santos.

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  3. Deus é o proprio vácuo quântico, a união de tudo, a consciência da união do todo, infinito, esta em todo lugar ao mesmo tempo, presente, passado e futuro, inclusive transpassa toda matéria. Esta realidade é virtual, só existe para o que esta nela, quem esta nela, e todas as suas leis, existe para mante-la, com uma organização perfeitamente fundamentada, que o livre-arbítrio se torna uma ilusão. Nossos cérebros entende esta realidade de acordo os limites dos seres humanos como noção de tempo e espaço, a nossa visão que envia a imagem invertida ou movimento, para depois entendermos como real. Deus tem o poder da ação, da probabilidade, faz acontecer, fundamenta as coisas que acontece de maneira que muitos pensam que foi o acaso. A ciência pesquiza e descobre os mecanismos que deus utiliza para a criação, como exemplo a evolução.

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    1. Discordo de algumas coisas. Não penso que Deus seja o vácuo quântico porque este é um ente material, isto é, um mar de energia estruturada sujeito às leis da física. Deus tido como um ente material, logo, não há uma consistência lógica em relacionar os dois. Ele é um ente transcendental. Quando é dito que ele é onipresente, significa que ele não está delimitado pelo espaço ou pela matéria, ao passo que ele é o criador das mesmas. Logo, ele é não-espacial e imaterial. De resto, eu concordo.

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  4. Os cientistas descobriram que não existe o vácuo absoluto, e nomearam de vácuo quântico, que é cheio de partículas potenciais, que não existem como entidades observáveis, apenas como faculdade além da natureza ou física. Tudo é formado como se fosse blocos de construção ou pixels de varias dimensões, o átomo. O átomo é formado por elétrons, prótons e neutros, que são formados por outras partículas menores até ao limite das vibrações, diminuindo, chegando ao limite da realidade e se tornando virtual, possibilidades. O espaço é o ambiente em que tudo acontece e suporta esta realidade que nos parece solida, mas até o átomo tem mais espaço vazio. Como eu disse Deus é este espaço, a união harmônica de tudo, consciência do todo , que suporta esta realidade, interagindo com a matéria sutilmente,e onde todos as ações ocorrem de uma maneira minuciosa e naturalmente que passa despercebido. Toda as leis surgiram para dar suporte a esta realidade, noção de tempo e espaço, presente, passado e futuro é como nosso cérebro entende, e as necessidades da vida e suas aflições é que nos motivam,como se fosse o enredo de uma história da qual não podemos escapar, e nem percebemos.

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  5. Não é vácuo absoluto, mas "nada absoluto". Este sim não existe. No que concerne ao vácuo quântico, como eu disse anteriormente, é um mar de energia estruturada sujeito às leis da física. Estamos falando, portanto, do que é natural. Caso assim não fosse, sequer seria alvo de estudo da ciência, pois esta só pode estudar aquilo que é natural, dado o seu naturalismo metodológico. Deus não poderia ser delimitado pelo espaço porque o próprio espaço começou a existir na singularidade cosmológica durante a expansão do universo (Big Bang), o que não quer dizer que ele não interaja com o espaço e o tempo, tal como a matéria e a energia.

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  6. O que estou tentado explicar é que este nada, o vazio em que cabe tudo, o limite do que é real, o paradoxo de onde surgiu tudo, é Deus. Ele é a união de tudo, esta realidade esta dentro dele, atemporal, não localidade, esta em todo lugar ao mesmo tempo. Toda a ação e reação acontece nele, até coisas imateriais, como o pensamentos e setimentos. Nele os acontecimentos surge naturalmente, minuciosamente calculado, que foge da perspectiva hamana, e por isto muitos não acreditam em sua existência.

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    1. Entendo. De fato, é bem interessante essa forma de conceber a existência de Deus.

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